Gastronomia e Receitas

Um hábito para 12 meses

dezembro 2009

Esta é uma breve história de um longo abandono. Todos os anos, quando dezembro surge no calendário, a noz-pecã invade os supermercados. O pequeno fruto seco da nogueira vira uma das estrelas da ceia natalina. Consta até em índices econômicos que monitoram o preço da cesta de final de ano, como se fizesse parte da cesta básica do Natal.

Taças erguidas em uma mão, brindamos as festividades que encerram o ano e alcançamos o pote de nozes com a outra mão. Tão natural quanto o peru, a uva passa, o Papai Noel na porta de casa, o pinheiro decorado na canto da sala.

Mas chega janeiro e as nozes que sobraram da ceia murcham e seguem o caminho do lixo. A medicina chegou à conclusão que este roteiro não faz sentido. A noz-pecã, aquela que tem aparência de um pequeno cérebro humano enclausurado, tem a propriedade de dilatação de vasos sanguíneos, um recurso fundamental para corações estressados e mal tratados com porções excessivas de gorduras e frituras ao longo do ano.

Uma refeição pesada tem melhores chances de ser melhor absorvida pelo corpo quando acompanhada de meia dúzia de nozes, dizem os médicos. E confessemos: não é apenas no Natal que realizamos refeições pesadas, não é mesmo? Um punhado de nozes antes do churrasco de domingo é um hábito à espera de adoção. Além da dilatação dos vasos, as nozes possuem minerais em quantidades essenciais para o bom funcionando do nosso corpo. Sim, são itens gordurosos e calóricos, mas trazem a gordura do bem que ajuda na reposição hormonal e raramente consumidas em volume suficiente para fazer diferença na balança.

Entre as resoluções de ano novo, inclua o fim do abandono das nozes no cardápio do dia-dia.

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