Meio Ambiente

Cuidados especiais para lixos especiais

junho 2011

Não adianta reduzir o consumo de energia elétrica pelo bem do meio ambiente se o descarte do lixo não for feito de forma correta. O pensamento sistêmico, tão evocado pelos ambientalistas, lembra que apenas as ações isoladas não bastam para proteger a natureza. Deixando o ambientalismo de lado, mas sem esquecer as obrigações com o planeta, saiba o que fazer com os chamados “lixos especiais”.

Pilhas e baterias
Por sua composição química, basicamente formada por cádmio, chumbo e mercúrio, as pilhas e baterias são extremamente perigosas se eliminadas de maneira incorreta. Se houver extravio da cápsula envolvente, o líquido tóxico do interior desses produtos pode atingir o solo e lençóis freáticos e causar, inclusive, prejuízos à saúde humana. Para evitar que isso aconteça, existem locais de coleta desses materiais nas principais cidades brasileiras, especialmente nos pontos de venda desses materiais. Se isso não ocorrer, devolver ao fabricante é a coisa certa a fazer.

Componentes eletrônicos
Aquele computador já ultrapassado, que mais parece uma carroça, deve ser encaminhado a um local de reciclagem, nunca jogado na lata do lixo. Sua constituição semelhante à das pilhas e bateria impede que o descarte seja feito no lixo comum. ONGs e empresas preocupadas com a preservação do meio ambiente recolhem os resíduos e encaminham para o destino certo.

Medicamentos
Na hora de descartar os remédios não consumidos ou fora do prazo de validade, o cuidado deve ser maior ainda. Se jogados no lixo comum ou simplesmente despejados na pia ou no vaso sanitário, as substâncias podem contaminar os rios e alimentos aproveitados por pessoas que não precisam do medicamento. O mais indicado, segundo a Vigilância Sanitária, é deixá-los em postos de saúde ou farmácias, que, normalmente possuem programas de descarte correto de medicamentos.

Óleo de cozinha
Mais um produto que ameaça as águas do planeta. O óleo não deveria ser jogado na pia, embora esta seja a prática comum em qualquer residência. Um litro contamina um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de uma pessoa por 14 anos. Depois de utilizado, a substância deve ser armazenada em uma garrafa pet ou em um recipiente de vidro e encaminhada a um ponto de reciclagem, serviço geralmente oferecido por ONGs ou por órgãos de governo.
 

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